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Da rua do bairro ao hotel da Seleção na Copa nos EUA

Leandro Teixeira do Vale, que ainda criança vendia salgados e doces para comprar materiais de decoração durante a Copa do Mundo, participou da ambientação visual do hotel que recebeu a delegação da CBF nos Estados Unidos

Da rua do bairro ao hotel da Seleção na Copa nos EUA
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Muito antes de atuar no setor de comunicação visual nos Estados Unidos, Leandro Teixeira do Vale já demonstrava duas características que marcaram sua trajetória: iniciativa empreendedora e ligação com a Seleção Brasileira.

Ainda criança, aos 13 anos, a chegada da Copa do Mundo mudava a rotina da rua onde morava, na CNB 14, em Taguatinga Norte, Brasília. Em 1998, durante o clima de mobilização em torno da Seleção, Leandro participou da organização da decoração da rua, que chegou a disputar um concurso local de rua mais verde e amarela.

Para comprar tintas, bandeiras, fitas, tecidos e outros materiais, ele encontrou uma forma de arrecadar recursos. A mãe preparava salgados e doces caseiros, e Leandro saía pelos apartamentos dos condomínios da região vendendo os produtos e pedindo apoio aos moradores para transformar a rua em um espaço decorado para a Copa.

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O dinheiro arrecadado tinha um destino definido: financiar a decoração e envolver a vizinhança na torcida pelo Brasil. A experiência, segundo pessoas próximas, marcou o início de uma postura que mais tarde estaria presente em sua trajetória profissional, com planejamento, organização, vendas e liderança comunitária.

Décadas depois, a relação de Leandro com a Seleção Brasileira ganhou outro significado. Ao lado da esposa, Luciana Alves, presidente da Speedmax Signs, ele participou da execução do projeto de ambientação visual do hotel que recebeu a delegação da Confederação Brasileira de Futebol, a CBF, durante passagem pelos Estados Unidos.

O projeto foi concluído em cinco dias úteis. A produção foi realizada na sede da Speedmax, em Orlando, na Flórida, e seguiu para Nova Jersey, onde a equipe fez a instalação das áreas externas, ambientes internos e espaços destinados à imprensa.

“Enquanto acompanhava a instalação, lembrei imediatamente das Copas da minha infância. Nunca imaginei que aquele menino que vendia de porta em porta para conseguir comprar bandeirinhas e tinta para decorar a rua estaria, anos depois, ajudando a preparar um ambiente para receber a Seleção Brasileira. Foi um momento muito emocionante”, afirmou Leandro.

A operação teve coordenação de Luciana Alves, responsável pela gestão do projeto e pela mobilização da equipe de instalação. Leandro ficou responsável pela produção, logística e acompanhamento da instalação.

“Sabíamos que era uma entrega de grande responsabilidade. Trabalhamos com planejamento, velocidade e muita atenção aos detalhes para garantir que tudo fosse concluído dentro do prazo e no padrão esperado”, pontuou Luciana.

Atualmente, a Speedmax atua no setor de comunicação visual nos Estados Unidos e atende demandas de empresas e eventos em diferentes estados americanos. No caso do projeto ligado à Seleção Brasileira, porém, o destaque ficou para a relação pessoal de Leandro com a Copa do Mundo e com a memória construída ainda na infância.

“O sentimento era o mesmo da infância: fazer o melhor possível para representar o Brasil. A diferença é que, desta vez, a responsabilidade era muito maior”, disse Leandro.

Depoimentos reforçam memória da infância

Pessoas que acompanharam Leandro durante a infância em Brasília também relacionam o episódio recente à forma como ele se envolvia com a decoração da rua durante a Copa do Mundo.

“Desde criança, o Leandro não esperava as coisas acontecerem. Se faltava dinheiro para decorar a rua, ele inventava uma forma de conseguir. Todo mundo o conhecia pela persistência para arrecadar dinheiro. Ver onde ele chegou hoje não me surpreende”, afirmou Gilberto, zelador do condomínio onde Leandro morava.

Douglas, morador da região na época, também relembrou a mobilização feita pelo empresário ainda criança.

“A rua era quase um projeto dele. Ele envolvia todo mundo, organizava, vendia, comprava material e fazia questão de deixar tudo bonito para a Copa. Já existia ali um empreendedor e um líder”, disse.

Para Adail, amigo de infância de Leandro, a participação no projeto nos Estados Unidos remete diretamente às lembranças da Copa em Brasília.

“Quando soube que a empresa dele participou de um projeto para receber a Seleção Brasileira, lembrei imediatamente daquela época. Parece que a história deu uma volta completa. É muito bonito ver isso acontecer”, afirmou.



Website: https://www.instagram.com/speedmaxsign/
FONTE/CRÉDITOS: DINO

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