O Novo PAC, programa de investimentos do Governo Federal em parceria com estados, municípios e setor privado, destinará R$ 1,8 trilhão em infraestrutura por todo o Brasil, sendo R$ 1,3 trilhão aplicado até 2026. Só no Ministério das Cidades, os recursos estão organizados em 10 modalidades que abrangem saneamento, mobilidade urbana, habitação e pavimentação. O volume de obras abertas simultaneamente em cidades de todos os portes amplia as frentes de canteiro e aquece a demanda por equipamentos de limpeza mecanizada de vias.
O programa destina mais de R$ 123 bilhões para infraestrutura urbana no eixo Cidades Sustentáveis e Resilientes, abrangendo frentes como urbanização de favelas, mobilidade urbana, gestão de resíduos sólidos, esgotamento sanitário e prevenção a desastres. Dentro desse escopo, R$ 23,6 bilhões estão voltados para empreendimentos de mobilidade urbana em grandes e médias cidades, com obras de BRTs, VLTs, trens urbanos, metrôs e corredores de ônibus, além de outros R$ 5,2 bilhões para a retomada de obras desse ramo que estão paralisadas. Para a prevenção de desastres, o programa aplica R$ 3,5 bilhões na retomada e conclusão de 86 obras de drenagem e contenção de encostas.
Desde o lançamento do programa, em 2023, já foram alcançados 126 municípios em 21 estados, com a retomada e conclusão de 125 obras que estavam paralisadas, em ritmo lento ou não haviam sido iniciadas. O volume mais expressivo, no entanto, ainda está em execução: outras 227 intervenções seguem em andamento ou em processo de licitação, distribuídas por 137 municípios de todas as regiões do país, totalizando R$ 45 bilhões em investimentos. Somente para a prevenção de desastres, o programa destina R$ 3,5 bilhões para a retomada e conclusão de obras de drenagem e contenção de encostas, além de mais R$ 15,1 bilhões em 482 novas obras selecionadas.
Não por acaso, o setor de máquinas e equipamentos encerrou 2025 com a receita de R$ 298,9 bilhões, representando um crescimento de 7,3%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). O desempenho do setor foi sustentado principalmente pelo mercado doméstico. As indústrias de bens de consumo e extrativas puxaram os investimentos, junto com as obras de infraestrutura.
Matheus K. Leite, engenheiro mecânico da Bristol, indústria de implementos hidráulicos e agrícolas, explica que “o impacto de programas estruturantes como o Novo PAC sobre o mercado de equipamentos de construção é bastante direto e perceptível, principalmente em segmentos ligados a fundações, perfuração, pavimentação, saneamento e infraestrutura logística. Quando o investimento público ganha previsibilidade e volume, toda a cadeia passa a antecipar aumento de demanda”.
Para as construtoras que executam essas obras, a gestão da limpeza dos canteiros é uma frente operacional constante. Leite explica que, na prática, cada etapa, como terraplenagem, pavimentação ou drenagem, deixa resíduos sobre as vias que precisam ser removidos com regularidade para garantir segurança e continuidade do serviço. Obras urbanas têm uma característica em comum: geram resíduos contínuos, tais quais areia solta, brita fina, entulho miúdo, que se acumulam sobre as vias e dentro dos próprios canteiros. Quanto maior o volume de frentes abertas, maior o passivo de limpeza que precisa ser gerenciado no dia a dia da obra.
Dentre as máquinas que traduzem essa relação entre infraestrutura pública e demanda por equipamentos, o engenheiro destaca a vassoura hidráulica, acessório usado na limpeza de canteiros de obras e vias públicas. “Em operações de infraestrutura, pavimentação, terraplenagem e manutenção urbana, o acúmulo de resíduos impacta a segurança. Com centenas de obras ocorrendo simultaneamente como consequência do Novo PAC, esse impacto se multiplica, e com ele, a demanda por soluções que permitam manter a segurança e a qualidade do ambiente urbano”, afirma Leite.
No cenário das obras urbanas, Leite aponta que a vassoura hidráulica pode ser acoplada a tratores ou minicarregadores já utilizados no canteiro, o que elimina a necessidade de um equipamento exclusivo para essa função. “Ela otimiza o tempo de operação e reduz a necessidade de trabalho manual. Além disso, quando acoplado a máquinas hidráulicas já presentes na obra, esse implemento amplia a versatilidade do equipamento, permitindo que uma única máquina execute múltiplas funções no mesmo local de trabalho”, acentua o engenheiro.
Com centenas de frentes de obras abertas simultaneamente em todo o país, o momento é de demanda aquecida, e os canteiros precisam de soluções práticas, como aponta o engenheiro. Nesse contexto, segundo o especialista, implementos que ampliam a capacidade dos equipamentos já em operação, sem exigir novos investimentos em maquinário, mostram-se uma alternativa prática para construtoras que precisam manter ritmo e padrão de segurança ao longo de todo o ciclo da obra.
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